domingo, 2 de maio de 2010

Como um dente-de-leão




Como eu explico?
Preciso de água,de ser regada,cuidada,ouvida,acarinhada,amada...
Preciso estar eufórica,sentir falta na hora que for dormir,na hora do acordar,do almoço em que vou ter ajuda pra cortar o cheiro verde,ou no temperar da salada, quando for assistir aquele filme,só pra comentar com você ou quando for escovar os dentes(e não ter vergonha de fazer, falando na sua frente)...
Eu gosto de compartilhar,de ser amiga,confidente...
E é de tudo isso que depende o tempo da minha euforia.
Que pode ser eterna como o nascer do sol e o seu repousar ou efêmera como um estalar de dedos.

  A conversa flui,e é de uma leveza...que claro,as vezes é interrompida por perguntas indiscretas que teimam em me corar a face.Não que eu vá reclamar, pelo contrário,eu até gosto.Não me faço de rogada devolvo como num pingue-pongue, uma que (acredito)o deixa mais enrrubecido do que eu.Porque eu gosto tanto,ou mais que ele.Isso é incontestável e eu não vou ficar fazendo tipo.
  É inteligente e bem humorado.(Papai noel chegou mais cedo?)
  Inteligência pra mim é afrodisíaco.E eu não tô dizendo que pra me fisgar tem que ser nerd ou saber tudo sobre a Teoria da relatividade,longe disso.Pra mim,está mais na forma que ele se esquiva das minhas perguntas,ou de como ele as responde,das piadinhas que são feitas a partir delas.Porque pra ser engraçado, tem que ser inteligente.
  Mesmo sem contato com a minha pele conseguiu me deixar segura,acreditar que naquela hora tinha alguém(além de Deus)que torcia por mim."Ouviu" todas minha lamúrias,(que não foram poucas)e com toda a paciência,conseguiu me acalmar e me dar conselhos sábios. 
  E mesmo nas nossas pausas,quando não estamos nos "falando" se faz presente inesperadamente,nos momentos mais importantes...
  Depois de relembrar o quão é gostoso,e suave essa história(com momentos de desejos, volúpias)me pergunto se "eu sou doida demais" como naquela música(pode rir,eu deixo) ou se esse, é que é o normal e eu sempre estive vivendo o desespero da pressa, e por isso tudo sempre foi tão fugaz?(3,4 anos,alguns muitos meses... nesse momento pra mim, foram fugazes) 
  Não me preocupo com respostas.Nem com o caminho a ser percorrido.
  Só tenho medo de ser tão leve que voe pra longe...Mas mesmo que seja como um dente-de-leão,não vou nunca te soprar.
  Ao menos seu colinho eu quero sempre ter. 
  

15 comentários:

Luciana P. disse...

Que fofo!!! Adorei o seu texto, uma delícia de ler... E é isso mesmo que a gente torce pra encontrar... E quando encontra, faz de tudo pra não perder...
Ah, se fosse mesmo assim sempre...
Beijos pra ti e uma ótima semana!

Pelos caminhos da vida. disse...

Ah... um colinho é tudo de bom.

Bom dia Lu.

beijooo.

Luciana Klopper disse...

Que delicia de ler vc!

Augusto Dias disse...

OI Lu!
Que bom isso em!
Lembre que se quiser voar, seja o vento e o ajude a ser feliz.
Beijão!!!

Mågø Mër£Îm disse...

Mulher sempre merece ser cuidada... e não pode "querer" apenas o colo, pois tem o poder de conquistar tudo

beijo rs

Inside Me disse...

opaaa, voltando à blogosfera e seu blog num podia ficar de fora ^^) bjs meus

Inside Me disse...

ehhh, meu dente-de-leão, brigada pelo carinho... estarei sempre por aqui te torrando a paciência, kkkkkkkkkkkk, bjs

Daniel Savio disse...

E você merece um bocado...

Fique com Deus, menina Luciana Costa.
Um abraço.

Isa disse...

Que seja leve, e que seja doce.


(mudei o endereço do blog)

Deise Duarte disse...

ta bem apaixonada ne colega. FUDEU pro teu lado, hehehe

Pelos caminhos da vida. disse...

Profissão Mãe.


Uma mulher chamada Ana foi renovar sua carteira de motorista.
Pediram-lhe para informar qual era sua profissão.
Ela hesitou, sem saber como se classificar.

"O que eu pergunto é se tem algum trabalho", insistiu o funcionário.
"Claro que tenho um trabalho" exclamou Ana. "Sou mãe!"

"Nós não consideramos mãe um trabalho. Vou colocar dona de casa", disse o funcionário friamente.

Não voltei a lembrar-me desta história até o dia em que me encontrei em situação idêntica. A pessoa que me atendeu era obviamente uma funcionária de carreira, segura, eficiente, dona de um título sonante.

"Qual é a sua ocupação?" perguntou.
Não sei o que me fez dizer isto. As palavras simplesmente saltaram-me da boca para fora: "Sou Doutora em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas."

A funcionária fez uma pausa, a caneta de tinta permanente a apontar pra o ar, e olhou-me como quem diz que não ouviu bem.
Eu repeti pausadamente, enfatizando as palavras mais significativas.

Então reparei, maravilhada, como ela ia escrevendo, com tinta preta, no questionário oficial.

"Posso perguntar" disse-me ela com novo interesse "o que faz exatamente?"

Calmamente, sem qualquer traço de agitação na voz, ouvi-me responder: "Desenvolvo um programa de longo prazo (qualquer mãe faz isso), em laboratório e no campo experimental (normalmente eu teria dito dentro e fora de casa).
Sou responsável por uma equipe (minha família), e já recebi quatro projetos (todas meninas).
Trabalho em regime de dedicação exclusiva (alguma mulher discorda?).
O grau de exigência é a nível de 14 horas por dia (para não dizer 24)"

Houve um crescente tom de respeito na voz da funcionária, que acabou de preencher o formulário, se levantou, e pessoalmente abriu-me a porta.

Quando cheguei em casa, com o título da minha carreira erguido, fui recebida pela minha equipe: uma com 13 anos, outra com 7 e outra com

Do andar de cima, pude ouvir meu novo experimento - um bebê de seis meses - testando uma nova tonalidade de voz.
Senti-me triunfante!

Maternidade... que carreira gloriosa!

Assim, as avós deviam ser chamadas Doutora-Sênior em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas, as bisavós Doutora-Executiva-Sênior em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas e as tias Doutora-Assistente.

Uma homenagem carinhosa a todas as mulheres, mães, esposas, amigas, companheiras, Doutoras na Arte de Fazer a Vida Melhor!

(Marcelo Dias).

beijooo.

Alexandre Fernandes disse...

Õ que encanto. Texto leve, mas intenso na medida que vai te embalando. Fascina essa doçura que tu pôs nas palavras. Um texto bem diferente daqueles bem humorado. Em texto com amor, amor daqueles que nos toca de maneira especial.

E sabe, sempre teremos no fundo uma maneira de amar. O jeito simples que tanto queremos que sejamos aceitos, e o que aceitamos, o que ansiamos.

Um colo, um afeto, um amor bem doado, cristalizado. Um amor que nos acarinhe, e seja confidente.

É assim Lu. Eu entendo bem isso que tu escreveu agora. Você como sempre adorável e única.

Beijo doce.
Te adoro!!!
=)

Silvia C. Barbosa disse...

Oi Luciana.

Menina é difícil se desprender desse colo, enquanto faz bem, repouse, viaje (Só não se abandone) nele.

Beijos menina linda

Stella Tavares disse...

adorei os posts, as imagens, os sentimentos que elas representam. Vou dar mais uma lida em outros posts, outras imagens. Afinal vim aqui, como sempre, para me encantar.
Bjs

Anônimo disse...

se for uma semente o dente de leão vou pedir ra minha mãe só compra dessas pra fazer desejos